segunda-feira, 2 de julho de 2012

Despedida


Sei que o que estou vivendo não é o certo
Mas de um modo ou de outro me parece correto
E se por acaso se ausenta numa madrugada fria
Lembro por um dia e meio da minha alegria
E mesmo que tudo não foste verdadeiro
Enxergar só o errado nunca é desespero 
É que as vezes vejo que só escrevo pra mim
E por minha vontade continuarei sempre assim
Então não dramatize não ignore e nem vista consequências
O meu lado humano supera a indiferença
Pensar no vazio ou acordar indeciso
Mostra pouco a pouco que não se importa com sorrisos
E não é bem pra isso que continua a me impressionar,
ou as vezes só do amor falar.
Se as vezes parece algo repetitivo
talvez não seu deu conta que possa ser um vicio, 
Iniciante ou intermediário, conclusivo quando se descobre o errado
E aos poucos a verdade se concretiza.
Posso estar falando do começo do amor, posso estar falando em despedida!

sexta-feira, 8 de junho de 2012

O caderno e a redenção

O caderno já está querendo se fechar mais o coração ainda palpita que não, ele quer que o caderno se mantenha aberto, pois ainda não disse tudo o que queria dizer, na verdade não disse nada, e tão pouco algo que convenha a querer dizer talvez da pressa ou da insensatez em estar sempre e cada vez mais habituado a uma ação que não somente o faça feliz mas como melhor pra si sendo assim melhor aos outros, então coração pede que o caderno não se feche e que a folha continue ainda disponível mesmo que ainda as linhas embasem a vista de vez em quando, entre uma palavra complicada ou outra, dois versos ou três, se o tiver, o coração pede e não se cala, o sono pode tentar acabar com isso tudo mas o coração e a folha não estão sozinhos contra a vontade que o caderno tem de se fechar e o sono, eles tem a caneta, caneta de tinta preta que dá vida aos sentimentos do coração, os transferem, assim da mesma forma que foram pensados mas, mais revitalizados ainda e então sem sequer perceber o coração vem a possuir mais cúmplices do que o caderno querendo se fechar e o sono, ele não se importa com a dor, a folha e a caneta de tinta preta sempre o alivia, isto mostra que mesmo as linhas acabando o coração adormece vivo! Intacto com caneta, caderno e folha ao lado!

domingo, 29 de abril de 2012

Brevemente



Ontem eu te vi parado no mesmo lugar que eu sempre lhe via, notei que tanto tempo passou, mas você ainda continua lá, com o mesmo olhar, procurando não sei o que e tentando se manter sempre de cabeça erguida, mas sei que você cai toda vez que me vê passar, sei que você quer permanecer sendo frio, mas adoraria que eu te dissesse ''oi'', e é por isso mesmo que eu passo e finjo que não vi, que nem olho pra aquele lugar, é por isso que eu faço questão que o vento resolva por mim, bata nos meus cabelos e faça com que só eles vejam você a me olhar.

Eu não paro, e nem pararia, porque daquele lugar minha vida já foi muito a diante mas você não, percebo que ainda continua ali tentando achar uma maneira que te notem, da maneira que lhe notei, talvez ainda estivesse esperando o mesmo milk shake, e do mesmo sabor, porque gosta do sabor do passado, gosta de vivenciar tudo aquilo novamente, de olhos arregalados olhando insignificantemente para um lado e para o outro numa frequência de 3 em 3 segundos; perdeu mesmo algo ... 
Perdeu algo de muita importância e de muito valor, algo que a muito tempo você tinha guardado e reservado só pra você, VOCÊ perdeu porque continuou com as mesmas atitudes mesmo sabendo que era errado, você trocou o certo pelo duvidoso, e essa coisa preciosa que você tinha resolveu sair de perto, resolveu se afastar quando teve certeza que tem muito mais valor do que qualquer ''algo'' qualquer pedaço inútil que venha de você.
E é exatamente por isso que eu resolvo passar sem sequer te olhar sabendo que você olha e implica com o vento por me levar tão brevemente de você!